Meses após surgirem os primeiros relatos de que a Sony estava testando um sistema de preços dinâmicos na PlayStation Store (PSN), a empresa parece ter retomado a iniciativa, que ficou parada durante algum tempo. Alguns usuários estão relatando que, dependendo da conta usada por eles, estão vendo preços diferentes sendo cobrados pelo mesmo game.
O conceito não é novo, e já se popularizou bastante entre companhias que vendem ingressos — especialmente em países como os Estados Unidos. Elas trabalham com algoritmos que, considerando a região de uma pessoa, seu histórico de compras e a demanda por um produto, ajusta o valor cobrado no final da transação.

Aplicado ao contexto do PlayStation, isso significa que você pode acabar pagando mais (ou menos) pelo mesmo jogo que seus amigos também desejam. Na prática, esse é um sistema que só beneficia empresas como a Sony, especialmente dado que as comparações entre diferentes contas nem sempre são simples de fazer.
Preços dinâmicos do PlayStation podem encarecer seus games
No Reddit, já se tornaram comuns relatos de como o preço dinâmico está funcionando dentro da loja digital da PlayStation. Em muitos casos, meramente fazer o login de sua conta no sistema pode ser o suficiente para diminuir o valor cobrado por um título, mesmo que ele não esteja em promoção.
O sistema também pode mudar ligeiramente os descontos que são oferecidos pela Sony a seus consumidores. Em um dos casos relatados, a edição Ultimate de Red Dead Redemption estava custando US$ 19,99 para uma pessoa, mas teve seu valor ajustado para US$ 14,99 para outra.

Entre os fatores que parecem interferir no algoritmo usado pela Sony está o gênero mais apreciado por uma pessoa, quanto tempo ela dedica a ele e o quanto ela gastou em tempos recentes. No entanto, como o sistema não é transparente, alguns critérios ocultos também podem estar funcionando.
Enquanto um sistema de preços dinâmico faz sentido para bens físicos, ele promete gerar controvérsias entre os donos do PlayStation. Afinal, no meio digital não é possível afirmar que exista uma “escassez” de games, e uma compra feita por uma pessoa não vai impedir que outra tenha acesso ao mesmo título.
Fonte: Insider-Gaming
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